Cazuza (via camponesa)
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Mel Braga (via amorsuicida)
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Será que vale mesmo a pena gastar um pouco do seu tempo? Você se faz essa pergunta quantas vezes? Sempre que pedem pra você fazer um dever ou quando convidam você para um passeio? Quantas vezes você sai do seu lugar de conforto para dar um abraço em alguém que está sempre ao seu lado? Quantas vezes você diz ‘eu te amo’ realmente sentindo isso? Quantas vezes você lê um livro com a intenção de intender o que está sendo lido e não com a intenção de acabá-lo logo? Quantas vezes você já pensou que podia mudar o mundo? Quantas vezes você achou que o futuro dependia somente de você? As perguntas são tantas não são? Quantas vezes você já encontrou respostas para elas? Quanto tempo você já gastou tentando solucioná-las? Mas tempo pesando, ou mais tempo agindo?
Pois é… Nós queremos mudar o mundo, mas não queremos sair do conforto do nosso sofá. Queremos travar guerras, enfrentar multidões, defender pontos de vistas diferentes sem ao menos uma gota de suor. Queremos receber o mérito por pensar, sem ao menos se dar ao trabalho. Queremos reviver o passado, ruim ou talvez bom, sem um motivo mais concreto que a saudade. Saudade não é suficiente pra voltar, nunca foi. Queremos viver em um presente que não existe, cheio de suposições e de coisas a pronta entrega, com um romantismo antigo. Queremos uma mistura de tempos, queremos as aparências atuais mais os sentimentos de antigamente, nós queremos o impossível. Queremos demais. Queremos pensar em um futuro próspero, um futuro rico, sem pensar que hoje milhares de crianças morrem por dia, milhões de idosos são abandonados em ruas e asilos sem cuidados, milhões de animais são maltratados sem piedade. Queremos ser a geração diferente, sem cuidar das gerações passadas. Querer não tira nada do lugar. Hoje seus avós estão em final de vida, estão na velhice e você não dá o minimo valor, diz que é a ‘lei da vida’, os descarta como pessoas que nasceram para morrer. Daqui 30, 40, quem sabe 50 anos serão os seus pais, e mesmo assim você continuará acreditando na ‘lei da vida’ mesmo que isso te doa. E quem sabe daqui 70 anos, quando a sua vez chegar, quando a velhice bater à sua porta, você se dê conta de que a vida não é como você imaginava e o seu sofá não era tão confortável como você imaginava. Talvez se levantar do sofá e lutar pelas suas opiniões valeria a pena. Valeria a pena gastar o seu tempo com uma criança chata e birrenta mas que sorria quando abraçava você, que era ótimo quando você caia em alguma dificuldade e depois se levantava com mais força. Que a beleza que o seu caminho até a escola trazia, com árvores, coqueiros e flores, era mágico e encantador. Que talvez aquele asilo do qual convidaram você tantas vezes pra visitar, não era uma perda de tempo e tinha muito a te ensinar. Que aqueles momentos em que você olhava pro céu com fones nos ouvidos e fazia vários planos, era incríveis e valiam a pena. E daí tudo o que você valorizou uma vida inteira vai se despedaçar em pensamentos sem lógica, em valores que não existem, e será que tudo o que você fez vai ter realmente valido a pena? Você vai esperar todo esse tempo pra deixar a ficha cair? Acorda Brasil, o mundo precisa de gente, de gente inteligente. Não adianta querer respirar ar puro, se a poluição saí do seu carro. Não adianta lutar contra a violência, se você agride as pessoas quando elas não concordam com os seus pensamentos. Não adianta querer o silêncio da ignorância sendo que ela sai da sua boca. Não adianta querer ser diferente, mas recuar se a sociedade não te aceitar. Não adianta tentar mudar o mundo em que você vive se você não mudar o seu jeito de pensar.
Gabriel, o pensador (via cordialmente)
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Caio Fernando Abreu (via sociedadedospoetasmortos)
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A Orfã (via k-eepbelieving)
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Clarissa Corrêa (via sociedadedospoetasmortos)
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